Quinta-feira, 3 de Maio de 2007

Retrocesso

A confirmada saída do Prof. Joaquim da Direção do Rio Transplante é um retrocesso. Sua gestão foi a mais eficiente nos últimos anos juntamente com o esforço do período do Dr.Chabo. De um início complicado, evoluiu para um bom diálogo com os Hospitais de Emergência entendendo suas dificuldades e estimulando-os a superação. Não se acomodou, p.ex. com a existência de fila para transplante de cornea. Em lugares que a doação de órgãos é tratada com extrema seriedade, as filas de córnea praticamente se extinguiram. A importância desta área onde a saude pública tem um dos seus melhores desempenhos obriga que a Secretaria de Estado de Saúde do RJ dê ciência e as razões da mudança divulgando o nome do novo gestor e sua qualificação.

2 comentários:

Regina disse...

Os grandes desafios do nosso tempo nos transformam em alquimistas do século XXI. Trata-se de transformar MORTE em VIDA, recuperando áreas poluídas e devastadas, resgatando a cidadania de populações e grupos sociais alijados pela diferença e também viabilizando a doação e o transplante de orgãos para aqueles cujas vidas dependem disso.

Parece tão ou mais dificil do que transmutar metal em ouro: depende de desprendimento, compaixão, solidariedade e também empenho e eficiência da máquina pública.

Falando de uma situação específica – os transplantes hepáticos, para exemplificar um problema macro:
 Entre 15 de julho de 2006 e 25 de janeiro de 2007, o número transplantes hepáticos no Estado do Rio de Janeiro alcançou a marca histórica de 54 cirurgias.
 No ultimo semestre de 2006, o índice de transplantes no Estado foi de 10 cirurgias para cada 1 milhão de habitante. Este resultado está muito acima da média brasileira, aproximando-se dos melhores centros mundiais (por ex. Canadá: 14 cirurgias por milhão de habitantes).
 A expectativa para o ano de 2007 era de que fossem realizados de 80 a 100 transplantes de fígado, o que significaria uma redução de 25 a 30% por ano na fila de espera pelo órgão.
 Em janeiro de 2007, 14 pessoas foram transplantadas.
 Entretanto, de fevereiro a maio de 2007, apenas 16 transplantes de fígado foram realizados no Estado, baixando o índice para 4 cirurgias/milhão de habitante.
Apesar da doação de órgãos não ser ainda uma prática habitual na nossa sociedade, fica claro que há um problema na captação e coordenação do sistema, a cargo da RIO TRANSPLANTE – Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro.
O que está acontecendo? Que providências o Governo do Estado do Rio de Janeiro está tomando para retomar o ritmo das cirurgias e fazer avançar fila de pacientes à espera de transplantes?
Permito-me invadir o seu espaço para divulgar esta situação e procurar apoio, ajuda para reverter a triste situação atual e recuperar os excelentes resultados da RIO TRANSPLANTE, instituição que já esteve entre as mais eficientes do país.

bialopes disse...

Lamentavelmente, bons gestores por motivos diversos não permanecem e sua falta faz a diferença!
O interesse em trabalhar e fazer bem feito parece incomodar muita gente...
E, quando se trata de saúde, nós sabemos que pessoas assim são importantes para fazer a "fila andar"...